terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2014.


foi um ano tão bom. e em 2015 não peço mais que isto: só o mesmo.
só mais momentos como estes.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

estes dias.

a parte preferida do dia. ele foi cortar o cabelo. ela encontrou uma mesa de rabanadas. amarelo-verde- castanho. areia. ela. cabelo de beatle. ela canta o tempo todo. bonecos de neve. gelados de plasticina. a fugir. ele não larga a cozinha, eu levei-a de volta para a sala. queijadas. ele a olhar para o pai. um prato dourado. entrei na sala e ela estava a chorar, quando me viu disse depressa: eu não estou a chorar, eu não estou triste, eu não estou a chorar por causa do filme.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

o natal.

[mamã, podes-me tirar uma fotografia com a minha escavadora?]
passámos a noite de natal em casa dos pais dele. comemos bacalhau enquanto eles brincavam às escondidas. quando o miguel começou a querer adormecer no meu colo adiantámos a hora: eles abriram os presentes e brincaram. ainda não era meia-noite quando, já em casa, deixámos bolachas e um copo de leite para o pai natal. na manhã de natal o migas foi o primeiro a acordar. fiz panquecas. quando ela acordou correu para ver se era verdade: debaixo da árvore estava um prato cheio de migalhas, dois presentes e uma carta. era verdade. mas como é que ele entrou, perguntava ela. o pai natal deixou-lhes o que eles pediram: uma escavadora e um homem-aranha. depois fomos almoçar a casa da prima. eles brincaram com ela, a minha mãe ficou outra vez na cozinha, nós comemos. um dia inteiro. no regresso ela perguntou-me quando era natal outra vez: eu expliquei-lhe todas as coisas que iamos fazer antes de ser natal outra vez. que ela ia fazer 4 anos. o miguel 3. que iamos brincar na praia e comer bolas de berlim. que a prima ia começar a andar e a falar. que iamos ver muitos filmes de princesas e piratas. brincar no parque e fazer amigos novos. que ela ia aprender muitas coisas. que o miguel ia ficar mais alto e conseguir acender a luz sozinho. e ela ia aprender a andar de bicicleta ainda mais depressa. lá fora estava escuro e frio: dentro no carro que nos embalava conseguíamos todos ver a lua: parecia um sorriso. e depois de pensar em todas as coisas que eu lhe disse ela respondeu:"então eu espero".