nós não temos muito dinheiro: não vamos a restaurantes, compramos marca branca, roupa na primark. não temos iphones, nem plasmas, nem bimby. nunca comemos bifes do lombo. temos um carro que às vezes não pega. nas férias vamos às praias da caparica. vendemos o que já não precisamos para ganhar algum. tentámos emigrar para não estarmos sempre a contar tostões. nunca conseguimos poupar: nunca sobra nada. houve meses piores: em que um pacote de fraldas fazia diferença nas contas. em que adiávamos as contas da luz para o mês seguinte. mas agora as coisas vão correndo bem, vão andando: e às vezes compramos frango assado para o jantar. um brinquedo novo para eles. entradas no oceanário. caracóis e gelados na esplanada. o nosso frigorífico tem sempre comida. eu faço um bolo todas as semanas. vivemos bem: não sinto falta de nada.
em abril ele foi despedido.
chegou a casa: abraçou-me. pediu desculpa. disse-me: fui despedido.
disse-lhe que ia correr tudo bem, que iamos arranjar trabalho: ele, eu. eu ia servir às mesas outra vez. a maria e o miguel dormiam a sesta na nossa cama. conseguiamos vê-los: um sono já leve. vi na cara dele o medo de não ter o que lhes dar: um brinquedo novo. gelados na esplanada. uma bolacha. um medicamento. uma sopa. encostado à parede ele chorou enquanto eu lhe limpava as lágrimas.
disse-lhe que ia correr tudo bem, que iamos arranjar trabalho: ele, eu. eu ia servir às mesas outra vez. a maria e o miguel dormiam a sesta na nossa cama. conseguiamos vê-los: um sono já leve. vi na cara dele o medo de não ter o que lhes dar: um brinquedo novo. gelados na esplanada. uma bolacha. um medicamento. uma sopa. encostado à parede ele chorou enquanto eu lhe limpava as lágrimas.
ele começou a trabalhar este mês.
foram semanas difíceis: ele a adaptar-se a estar sempre em casa connosco. eu e eles a adaptarmo-nos a estar sempre em casa com ele. às vezes mais nervosos porque os dias passavam. às vezes mais deprimidos porque os dias passavam. às vezes com medo porque os dias não paravam de passar. é mais difícil do que se pensa: lidar com isto foi difícil.
mas passou: ele começou a trabalhar. correu tudo bem. tivemos sorte.
eles não sentiram falta de nada.
mas passou: ele começou a trabalhar. correu tudo bem. tivemos sorte.
eles não sentiram falta de nada.
estava a pensar em todas estas coisas quando vi um apelo: uma família em dificuldades. o pai desempregado, a mãe, um filho, uma menina como a maria. pediam alimentos. pensei que podiamos ajudar. não acredito em deus: naquele momento apeteceu-me agradecer-lhe este novo trabalho. expliquei à maria o que íamos fazer: iamos comprar comida para uma menina como ela. e ela ajudou-me a colocar as coisas no cesto enquanto dizia: massa para a menina. arroz para a menina. leite para a menina. cereais para a menina. disse-lhe que se ela quisesse também podia dar um brinquedo dela à menina. quando chegámos a casa ela correu para o quarto para o escolher.
sozinha na cozinha passei os alimentos para um saco grande: a massa, o leite, o feijão, o arroz. lembrei-me que não tinha arroz agulha na minha despensa: tinha carolino, arroz de risotto, basmati, integral. não tinha agulha. guardei um dos 4 pacotes na minha despensa.
a maria apareceu à minha frente com a carolina na mão: queria dá-la à menina. perguntei-lhe se tinha a certeza. se não ia sentir falta dela: era a única boneca que ela tinha com cabelo. ela pediu durante meses um bebé com cabelo. ela disse que tinha a certeza: queria dá-la à menina: meteu-a no saco.
sozinha na cozinha passei os alimentos para um saco grande: a massa, o leite, o feijão, o arroz. lembrei-me que não tinha arroz agulha na minha despensa: tinha carolino, arroz de risotto, basmati, integral. não tinha agulha. guardei um dos 4 pacotes na minha despensa.
a maria apareceu à minha frente com a carolina na mão: queria dá-la à menina. perguntei-lhe se tinha a certeza. se não ia sentir falta dela: era a única boneca que ela tinha com cabelo. ela pediu durante meses um bebé com cabelo. ela disse que tinha a certeza: queria dá-la à menina: meteu-a no saco.
fui espreitar o miguel: dormia aconchegado, enrolado nos meus lençóis que cheiravam a amaciador. estava a ficar melhor da gastroenterite: dei-lhe tudo o que ele precisava nesses dias: medicamentos para as cólicas, peito de frango cozido, papa de arroz, bananas e puré de maçã, torradas com compota. não lhe faltou nada. beijei-o na testa: deixei-o dormir.
fiz uma chávena de café, cortei uma fatia do bolo que fiz naquela semana e sentei-me no sofá de 4 lugares a ver um dos 74 canais que nunca vejo. quando olhei para o lado vi a maria: estava a brincar com a carolina. perguntei-lhe se já não a queria dar. ela respondeu-me que sim, que a queria dar. estava a brincar com ela porque "às vezes vou ter saudades dela e ela vai ter saudades minhas". eu não respondi: sorri: olhei para a televisão.
à minha frente sempre: a maria. para lá e para cá. parou: com as mãos nos meus joelhos disse-me "sabes mãe, a carolina é a única que tem cabelo, mas este bebé tem dentes, este tem chapéu, este tem uma banheira e este fala.": atrás dela alinhados no chão: 4 bonecos. ela tinha um sorriso no rosto enquanto apontava para eles. "vês?"-perguntou. vi. vi: carolino, risotto, basmati, integral.
levantei-me envergonhada. eu não sou uma pessoa egoísta, a sério que não. mas senti-me a maior, a pior das egoístas: senti-me mal. mais pequenina do que ela, que com 3 anos já é tão grande. disse-lhe que sim, que via. disse-lhe que ela tinha razão. chamei-me nomes enquanto tirei o arroz agulha da minha despensa e o coloquei no saco: a carolina já lá estava outra vez.
às vezes digo que os meus filhos me mudam todos os dias, me ensinam coisas: grandes lições.
uma vez uma amiga que ainda não é mãe perguntou-me: a sério? tipo o quê?
tipo isto, "vês?".
à minha frente sempre: a maria. para lá e para cá. parou: com as mãos nos meus joelhos disse-me "sabes mãe, a carolina é a única que tem cabelo, mas este bebé tem dentes, este tem chapéu, este tem uma banheira e este fala.": atrás dela alinhados no chão: 4 bonecos. ela tinha um sorriso no rosto enquanto apontava para eles. "vês?"-perguntou. vi. vi: carolino, risotto, basmati, integral.
levantei-me envergonhada. eu não sou uma pessoa egoísta, a sério que não. mas senti-me a maior, a pior das egoístas: senti-me mal. mais pequenina do que ela, que com 3 anos já é tão grande. disse-lhe que sim, que via. disse-lhe que ela tinha razão. chamei-me nomes enquanto tirei o arroz agulha da minha despensa e o coloquei no saco: a carolina já lá estava outra vez.
às vezes digo que os meus filhos me mudam todos os dias, me ensinam coisas: grandes lições.
uma vez uma amiga que ainda não é mãe perguntou-me: a sério? tipo o quê?
tipo isto, "vês?".
Gostei tanto deste texto! Eu não tenho filhos ainda, mas acredito que a honestidade e a bondade inata das crianças pode realmente fazer a diferença. Parabéns, por essa tua menina muito especial.
ResponderEliminarE melhoras para o menino! :)
Beijinho*
Lindo, muito lindo ;)
ResponderEliminarEstou de lágrimas nos olhos...
ResponderEliminarA felicidade é feita de coisas simples e nada complicadas, nós é que temos mania de a complicar... Ainda bem as crianças nos ensinam o essencial da vida - a amar o próximo ;)
Simplesmente maravilhoso....! Um grande beijinho para ti, para os teus filhos, para a tua família. Obrigado por partilhares connosco estes momentos. Por conseguires pôr em palavras tantos sentimentos.
ResponderEliminarGostei deste texto. Bonito, inspirador e cheio de esperança :)
ResponderEliminarhttp://thatescalatedquickly.blogs.sapo.pt/
Às vezes- muita- gostava de ser tua amiga. Um beijinho grande.
ResponderEliminarMais uma daquelas lições que a mamã Vera e os seus filhos nos dão! Muito, muito bom!
ResponderEliminarolá! sou dos açores mais propriamente da ilha do Pico, e há tempos que te acompanho, gosto mesmo da sua escrita simples e linda!
ResponderEliminaradoro como interage com os seus filhos!!! eles são lindos!!
hoje não pude deixar de comentar, como tem um coração puro e bom!!
um bem haja e que nosso senhor lhe retribua tudo em dobro porque merece!!!
tudo bom
beijinhos picatotos
Sem palavras! Um grande beijinho...
ResponderEliminarMais importante ainda do que veres as lições que os teus filhos te dão todos os dias, é teres a humildade de as reconhecer e de realmente aprender com elas. As lições que a vida nos oferece (dos filhos, marido, familiares, amigos, colegas) estão muitas vezes à nossa volta, mas a maioria de nós não quer aprender e/ou nem sequer dá por elas quando elas passam por nós. Ainda bem que tu as vês! Um beijinho!
ResponderEliminarLindo <3
ResponderEliminarOs seus textos são maravilhosos e inspiradores. Venho aqui muitas vezes quando me sinto insegura em relação â minha recente existência como mãe. Obrigado. :)
ResponderEliminarLindo, como sempre. Sem mais palavras...
ResponderEliminarTudo de bom.
Obrigada. Pelos textos, por mostrar a doçura num mundo real sem floreados e roupas de marca.
ResponderEliminarPalavras sábias... Tudo a correr bem.. Bjs grandes
ResponderEliminarQue lindo!
ResponderEliminarParabéns.
és uma linda pessoa e acredito que os teus filhos o serão também.
ResponderEliminarAdori vir ler-te, ams fazes-me sempre um nó na garganta
Obrigada pela sua partilha. Dá mesmo gosto ler um blog autêntico, verdadeiro e corajoso (sem delírios de grandeza e sem farsas) e com pessoas reais e verdadeiramente valentes.
ResponderEliminarMais uma vez me emocionei ao ler um post neste blog, neste cantinho tão verdadeiro. Tocaram-me estas palavras... o pai, cá de casa trabalha, mas vivemos a contar tostões tb, fizemos uma escolha, eu fiquei em casa, deixei o meu trabalho, e os esforços começaram. Mas aprende-se a viver com menos, e parece que cada vez se gere melhor... e tornamos-nos mais sensíveis às necessidades dos outros também. A Maria é uma menina incrível, e sim, eles ensinam-nos grandes lições.
ResponderEliminarComo é que andam para aí bloggers a escrever livros sem 1/10 do teu talento para a escrita?
ResponderEliminarO teu jeito de escrever é emocionante.
Continua. E parabéns.
Numa palavra: brutal!
ResponderEliminarLinda mensagem... parabéns.
ResponderEliminarEste texto vai ficar sempre na minha memória.
ResponderEliminarAchei de uma enorme beleza o seu texto. Confesso que foi a primeira vez que a li mas é muito bom ver que há vida para além das grandes marcas de roupa, sapatos e carteiras! Há vidas normais, sem produções (mais ou menos fictícias), vidas como a minha, umas vezes com mais fartura outras com mais dificuldades. Gostei e vou voltar. Obrigado
ResponderEliminarOlá, adorei o coração da tua Maria. já te leio desde os tempos de empregada de mesa (posso tratar por tu?). Eu sou mãe de uma Maria de 8 anos e um Miguel de 11 (já viste a coincidência?), não leves a mal o que vou dizer, eu sei q não era esse o objectivo deste post mas eu gostava de enviar um bebe com cabelo à tua Maria. De uma Maria mais crescida para uma pequenina. É pedir muito que me mandes a morada? ou de outra pessoa amiga onde fosses buscar depois? Eu sei que é um pedido esquisito, parece invasão de privacidade, mas gostava que a Maria tivesse um bebe com cabelo, é mais do que merecido ... é uma menina com um coração grande.
ResponderEliminar:)
Eliminarcereja envie-me o seu e-mail para veragostinho82@gmail.com
bjs
Neste momento, só lhe posso dizer: "Obrigada por estas palavras!"
ResponderEliminarVim aqui pela mão da alma de mãe e adorei o texto. E sim, eles esninam-nos muito mais que nós alguma vez possamos imaginar.
ResponderEliminarObrigado pela partilha, porque também eu aprendi.
Nany
és uma linda :)
ResponderEliminarSempre bom vir aqui! lindo texto, linda mensagem
ResponderEliminarAdorei este texto... Bateu forte no meu coração...
ResponderEliminarLindo, de tão simples. Fiquei com lágrimas nos olhos. E a pensar que às vezes complicamos tanto a vida, sem a mínima necessidade. Obrigada. Mesmo.
ResponderEliminarLindo! Não pares de escrever. Mesmo! Continua! Boa sorte!
ResponderEliminarAdorei!!! O poder de um criança!!!
ResponderEliminarmaravilhoso
ResponderEliminargostei muito! obrigada! não sou mãe, mas o texto tocou-me para além disso... afinal precisamos de tão pouco, afinal temos tanto que nem nos damos conta! obrigada!
ResponderEliminarFiquei sem palavras!! Adorei.
ResponderEliminarUm texto maravilhoso que enche o coração.
ResponderEliminarEstá lindo, lindo, Vera! Escreves tão bem. bis
ResponderEliminarFiquei fan..sucesso e sorte aos 4!!
ResponderEliminarQue todos os adultos pudessem ter uma Maria assim para nos abrir os olhos! Lindo!
ResponderEliminarÉ por isto que eu acredito que ainda existem pessoas que não olham só para elas. Hj durmo bem mais aconchegada. .. muito obrigada pela partilha....
ResponderEliminarQue texto tão lindo. Parabéns pela dedicação, pelo altruísmo, pelo exemplo notâvel que está a dar aos seus filhos. Felicidades. Com um coração desse tamanho, a vida só vai poder sorrir-lhe. :-)
ResponderEliminarJa li o texto à 10 min e continuo de lagrimas nos olhos.Ainda bem que existem Maria's e Vers's neste mundo...
ResponderEliminarSou mãe de uma Maria que tem 2 meses e todos os dias aprendo com ela coisas novas.
ResponderEliminarObrigado por partilhar esta lição, tocou-me o coração. Bj
Bm dia!
ResponderEliminarCheguei ao seu texto pelo link de uma amiga no facebook. Parabéns pela família linda que tem :)
Eu costumo dizer sempre que devemos ser felizes com aquilo que somos e com aquilo que temos... o seu texto só veio comprovar a minha teoria...
Vou voltar para ler mais...
Bem haja :)
Adorei.
ResponderEliminarLinda, esta experiência de vida e passada para o papel com muita intensidade. Felizmente os meus filhos também me ensinam muitas coisas boas. Não há mal que perdure nem bem que sempre dure, por isso dias melhores virão, mas o Amor que não vos falta é o mais importante. Muitas Felicidades.
ResponderEliminarParabéns pelo seu texto, emocionante, simples e sincero. Ás vezes não é preciso muito para sermos felizes, mas compreender isso é o mais difícil!
ResponderEliminarParabéns pelo texto. Gostei muito... se me permitir vou partilhar!
ResponderEliminarAMEI. Obrigada . <3
ResponderEliminarOlá...estou a chorar com todo isto. Adorei a maneira como escreve e nos faz sentir as coisas...muito bom. Choro porque me identifico e sei do que fala. Choro porque também eu me sensibilizo com quem tem menos do que eu e, por vezes, parece que quem mais tem e podia dar um bocadinho...menos dá! Eu dou sempre alguma coisa a quem pede na rua, mas não é dinheiro, é uma sorriso olhando-os nos olhos pois aprendi que um SIMPLES SORRISO, para quem pede ou anda na rua, é tão reconfortante!! Adorei o seu blog. Um beijinho
ResponderEliminarCorações de ouro! Fiquei sem fala...ainda ontem comentava com a minha irmã, que estamos sempre a aprender, e as crianças são quem nos dá as maiores lições, senti-me uma formiga ao pé da Maria...um beijinho Maria
ResponderEliminarTão lindo, tão importante.
ResponderEliminarObrigado!
Lindo mesmo, a menina sai à mãe, tem um grande coração ;)
ResponderEliminarComo sempre... Fantastica...
ResponderEliminarE essas maravilhosas lições que os teus filhos te dão são consequência das maravilhosas coisas que lhes ensinas!! Beijinhos grandes
A minha filha reencaminhou o teu texto, li-o de uma penada e acabei de lágrimas nos olhos.
ResponderEliminarAi... lagrimas... obrigada. Sinto-me milionária.
ResponderEliminarObrigada
ResponderEliminarMuito Obrigada pela partilha desta lição de vida
parabéns....que palavras inspiradoras, obrigada
ResponderEliminarTocou-me. Obrigada.
ResponderEliminarObrigada, pela partilha e pela lição.
ResponderEliminarPor vezes esquecemo-nos dos outros porque estamos presos à nossa pequena realidade...
<3
ResponderEliminarFantástico! :) Adorei! <3
ResponderEliminarAs crianças aprendem sobretudo através do exemplo. E se recebem amor...dão amor. Parabéns pela sua maneira de estar no mundo.
ResponderEliminarPoderia dizer mtas coisas neste momento, mas não sou capaz, as palavras não aparecem, fugiram-me todas, só posso dizer que a sua Maria é um anjo, e deu-me uma lição de vida que nunca mais esquecerei.
ResponderEliminarCristiana Costa
P.S. mandei e-mail
Obrigado pela partilha! Bonita reflexão..
ResponderEliminarEu e a minha esposa,"a minha Maria", trabalhamos, nem o frango podemos comprar ao fim do mês. Felizmente tem a sorte de ter varios tipos de arroz na dispensa. Não quero guerras e não quero os comentadores a "atirarem" para cima de mim. Somos todos seres humanos feitos de carne e osso. Mas a senhora ainda tem a sorte de poder escolher otipo de arroz. Eu e a minha "Maria" e o meu Zé (13 anos) não temos tanta sorte. Bem haja este post, pois infelizmente o meu Zé não pode escolher o arroz que quer. E doi-me na alma, bem fundo não lhe dar basmati, porque simplesmente não consigo. Não sou corrupto o suficiente par me deixarem arriscar por o pescoço numa corda. Enteda-se fazer uma empresa, simplesmente porque sou pobre. Adorei o texto mas poderia ser menos "Basmati".
ResponderEliminarEu que vou ser mãe de uma maria...lê-la foi um encorajamento...algum receio neste futuro que se avizinha. Mas as suas palavras, o gesto da sua Maria, faz-me desejar a saber educar a minha... Com o mesmo amor, mesma dedicação...o mesmo tudo. Do pouco faz-se muito... E esse muito deve-se ao amor quando existe em nós. Amei, ler as suas palavras que me encheram a alma.
ResponderEliminarQue pensar maravilhoso, que família maravilhosa, e é tão raro, somos também 4 cá em casa, eu o meu marido o meu filho e a minha filha (mais velhos do que os seus), mas com as mesmas dificuldades económicas, com os mesmos problemas de trabalho, este mês o meu marido também arranjou trabalho novamente, revi neste texto a minha história de vida, muito obrigada pela partilha, assim vale a pena viver, os meus parabéns por serem como são!
ResponderEliminarEste texto chegou ao meu conhecimento por uma das minhas noras grávidas pela 1a vez. Fiquei duplamente emocionado...
ResponderEliminarsim, vocês têm tudo; muitas felicidades!
ResponderEliminarExcelente!
ResponderEliminarEu não sei escrever muito bem em portugues, só dizer que gostei muito de este relato, muitos bejiños a todas, eu não sou mãe mas acho que sim podemos aprender muito deles
ResponderEliminarMuito bonito... Obrigada!
ResponderEliminarEste texto tocou mesmo ca dentro...nao estou de lagrimas nos olhos pq rolaram literalmente pela minha cara...lindo.
ResponderEliminarVocês são uns guerreiros!
ResponderEliminarNada faltará aos vossos filhos por todo o amor que têm por eles.
Também já estivemos assim: com medo de não poder pagar a casa, de ficar com os filhos na rua, sem casa e sem comida. mas nunca nada lhes faltou. Sabiam que não tínhamos dinheiro, mas nada lhes faltou.
Depois também eu arranjei emprego. Tudo se arranjou. Vai arranjando.
Tudo de bom para vocês!
Paula
http://vidademulheraos40.blogspot.pt
Muito lindo. Uma grande lição de vida dada pela Maria e pela mãe da Maria.
ResponderEliminarSó quem nunca passou por situações destas não irá valorizar este texto. Aliás, esta mensagem. Sejam felizes!
ResponderEliminarAdorei!!Chorei que me fartei...Obrigada por partilhar! Devia escrever um livro!
ResponderEliminarParabéns, menina!!!!!!!!!!!!!!! :-)
ResponderEliminarQue nunca te falte a inspiração nem os bons sentimentos.
Tudo de bom.
http://www.antenalusa.pt/reino-unido-comprou-vestido-na-primark-que-por-sua-vez-trazia-surpresa/?fb_action_ids=651394278264033&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22651394278264033%22%3A512132068888655%7D&action_type_map=%7B%22651394278264033%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D
ResponderEliminarAdorei. A doçura.A simplicidade. A genuinidade. A melhor das sortes. Acho que ela já mora aí...
ResponderEliminarObrigado, menina.
ResponderEliminarQue grande lição para a vida.
Compreendo-vos tanto. Acho que muitas, muitas mães, muitas famílias. Obrigada :)
ResponderEliminarCompreendo-vos tanto... Acho que muitas famílias, muitas mães, muitos pais.... Obrigada <3
ResponderEliminarEstou conquistada.
ResponderEliminarUm beijo!
adorei! Que lindos vão ser a maria e o miguel!
ResponderEliminarBoa noite! Descobri recentemente o seu blogue, precisamente com este texto. Como mulher e como mãe emocionei-me e revi um pouco a minha filha na pequena Maria: um destes dias a minha mãe "queixava-se" de que precisava de uns sapatos para o verão e a minha filha foi buscar o mealheiro dela e disse-lhe "toma, vó, é para comprares os sapatos novos." :) Fiquei comovida quando soube que uma menina de 3 anos não se importou de dar a sua única boneca com cabelos a outra menina... por isso decidi fazer-lhe uma oferta do fundo do coração. Sou artesã e faço bonecas de inspiração Waldorf, à mão, com muito, muito carinho. Gostaria de convidá-la a vistar o meu site ou página de facebook e deixar a Maria escolher uma bonequinha para ela. Pode escolher o modelo que quiser, o tecido da roupa, a cor do cabelo, dos olhos... e eu ofereço-lhe essa mesma boneca personalizada! Se quiser aceitar este presente, contacte-me por favor através do site www.alternativetoys.pt ou facebook: https://www.facebook.com/pages/Alternative-toys/356563144456554?ref=hl Um grande e sincero beijinho! Claudia Pinto Praça
ResponderEliminarObrigada. Só.
ResponderEliminarCheguei ao seu blog por acaso... e cheguei para ficar! adoro o modo como escreve... e adoro principalmente como vive :) Parabéns por este lindo texto e por todos os outros posts! :D
ResponderEliminarQuando somos pequeninos somos tão sábios e depois com a idade vamos trocamos a nossa sabedoria por futilidades... A sabedoria vem da LUZ, e essa não tem preço!
ResponderEliminarSem palavras!!!
ResponderEliminarMuito bonito! :)
ResponderEliminarQue bonito!
ResponderEliminarNó na garganta. É o melhor blog que acompanho. Faz-me pensar que mesmo no meio do cansaço dos meus dias e das noites mal dormidas e das birras que às vezes não acabam tenho uma família maravilhosa.
ResponderEliminarÀs vezes esquecemo-nos de coisas tão simples como isso.
Obrigada.
Muito bom texto e fantástica reflexão =) As crianças são realmente maravilhosas, mas a mãe parece-me igualmente incrivel =) Desejo-vos muita felicidade e muitas supresas boas!
ResponderEliminarFiquei sem palavras! Trata-se de um testemunho lindissimo e que muitas vezes é esquecido. Parabéns por si e pela sua família!
ResponderEliminarMuito comovida. Linda filha... linda família!
ResponderEliminarAgradeço a Deus por haver ainda pessoas que aceitam a adversidades, que as ultrapassam depois e que nos lembram que devemos saber amar o próximo.
ResponderEliminarDeus vos abençoe!
Parabéns pelo texto. Ensina uma grande lição. Ou melhor, umas quantas. Primeiro, a perseverança, e a esperança num amanhã melhor. Depois, que na vida não necessitamos de roupa de marca para nada. É muito pouco aquilo que realmente necessitamos na vida para suprir as nossas necessidades. E por fim, ainda que não acredite em Deus, Ele acredita em si. Fala nessas pequenas lições que vai aprendendo, e por vezes, ou muitas vezes, pela boca das crianças. É da humildade que sai a grandeza. E certamente, ainda que diga que não acredita em Deus, o facto de querer fazer a caridade, o auxílio ao próximo, sobretudo num estado de necessidade, é prova suficiente de que Deus está consigo. Bem-haja. E toda a sorte do mundo. E, claro, a bênção de Deus. :)
ResponderEliminarEsta história é uma reflexão sobre algo tão evidente nas pequenas coisas do dia a dia mas que é continuamente ofuscado pelas supostas necessidades e ritmos que a sociedade dita "moderna" nos impõe. Este tipo de reflexão ajuda-nos a colocar as coisas em perspetiva e desafia-nos a pensar se não estaremos demasiado concentrados naquilo que é o acessório em vez de nos focarmos no essencial. Parabéns não só pelo testemunho inspirador como pela escrita simples e despretensiosa.
ResponderEliminarMuito bom! Maior das felicidades para vocês!
ResponderEliminarbonito :)
ResponderEliminarGostei muito
ResponderEliminarTexo magnífico! Vou lembrar-me da "Maria" sempre que me for queixar da sorte que temos :)
ResponderEliminarMaravilhoso!
ResponderEliminarOlá mãe Vera. Daqui fala a mãe Sara. Tal como muitas outras pessoas, cheguei aqui através de amigos. E ainda bem. Não conhecia este canto mas fiquei fã. Esta história não é diferente de muitas outras que nos rodeiam. Eu própria estive recentemente desempregada 1 ano e meio mas, Graças a Deus, já há 1 ano que voltei ao activo. Na minha casa não abunda a fartura mas, tal como a vocês "Não nos falta nada". A minha "Maria", de seu nome Madalena, é uma menina educada na simplicidade e que, sempre que o jantar é mais "composto" gosta de dar GRAÇAS antes de comer. É bom ouvi-los dizer e sentir que é verdade, quando nos agarram e lhes sai um "SOU FELIZ!". Já me aconteceu. Mais do que uma vez. E principalmente quando eu mais duvidava de estar a conseguir cumprir a minha função de mãe.
ResponderEliminarComo li um pouco mais acima um comentário que não apreciei, gostaria de finalizar dizendo que: este texto é tudo menos BASMATI. Este desabafo (que é como eu entendo) é de alguém que já passou por bastante e que tem a sorte de AGORA poder escolher. Mas que fez por isso.
Abençoada Maria e abençoados pais.
Parabéns pela tua Maria! Beijinhos
ResponderEliminarestupendo. inspirador.
ResponderEliminarNunca tinha lido um texto seu, hoje calhou e fiquei de olhos cheios de lágrimas.
ResponderEliminarObrigada!
gostei ... não há muita gente a refletir no pouco q podemos fazer para mudar "o tanto" que é necessário :)
ResponderEliminarFiquei comovida.....com vontade de partilhar mt mais....Boa Sorte pra ti e p/ os teus pequenos!! Graças a Deus o Caminho se iluminará da melhor forma!! Bem haja pela Partilha!!! Beijinhos Grandes e Força e Coragem p/ Ultrapassar Cada Dia!!!
ResponderEliminarAdorei ler e fez-me recuar uns anos... Até ao dia em que um pequeno de três anos passeava com um bolo embrulhado num daqueles papéis de pastelaria e viu um senhor que pedia esmola, sentado no chão... Perguntou-me:"Mãe, porque é que o senhor está ali?" Expliquei-lhe como pude. Acho que percebeu... pois com os seus três aninhos disse-me: "Já venho!" Espantada vi como ele entregou o bolo ao senhor, que olhou para mim e disse: "Tome, é do menino!" Eu sorri e respondi: Não, é seu!" Ele agradeceu e disse-me: "Nunca ninguém me fez sentir assim! Obrigado!" E vi como os olhos se lhe encheram de água, tal como os meus! O meu maxi continuou o seu caminho aos saltinhos e eu, escusado será dizer, senti um orgulho enorme!
ResponderEliminarÉs fantástica. Sigo este blog desde que ainda estavas grávida da Maria... sempre adorei, e hoje é impensável não vir cá um dia. :)
ResponderEliminarFantástico! Obrigada! <3
ResponderEliminarPerdi recentemente o meu papel de pai e adorei o teu texto ! Toca-me profundamente .. Continua a ser quem és, magica !
ResponderEliminarCaiu-me uma lágrima! Obrigada!
ResponderEliminarAmei!!!
ResponderEliminarObrigada! A grandiosidade de um ser numa pessoa tao pequenina. <3
ResponderEliminarAdorei! Fiquei com a lágrima no canto do olho! Tudo de bom para a tua família que tem um grande coração! Melhores tempos virão! Obrigada
ResponderEliminarEnquanto houver partilhas deste teu post vai haver uma lágrima a saltar. Grandes lições que os mais pequenos nos dão. Parabéns pela Maria que só é assim porque lhe foram tramsmitidos os verdadeiros valores.
ResponderEliminarComovente, lindo e verdadeiro! Por vezes esquecemos o que é verdadeiramente importante! Continuação de dias felizes! ♥
ResponderEliminarAdorei a leitura... :)
ResponderEliminarFelicidades para todos e boa sorte com o emprego!!
Houvessem mais Marias e tudo seria tão melhor...
Foi o primeiro texto que li!
ResponderEliminarArrepiei...amei!
Parabéns pela Maria, pela mãe , por todos que são um todo que se unem. :-)
Cheguei aqui pelo link no blog The Cat Scats
ResponderEliminarGostei muito deste texto e por causa dele vou passar a ser seguidora.
Gábi
Os valores que passamos aos nossos filhos, mais dia menos dia, são-nos devolvidos através de "tremendas" decisões-acções que nos colocam um nó na garganta.
ResponderEliminarObrigado pela partilha.
Ganhaste uma subscritora. Adorei o texto.
ResponderEliminarEstas a fazer um bom trabalho a educar os teus meninos. Isso esta claro neste relato.
Parabéns, da que pensar ♥
Li, com uma lágrima ao canto do olho
ResponderEliminarLi, como uma Maria Madalena. Gostei tanto...
ResponderEliminarCheguei aqui através do blog Delito de Opinião. http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/
ResponderEliminarNão me emociono com facilidade, mas o gesto da Maria foi de uma candura, uma inocência e uma generosidade que me desarmaram.
O texto é simples mas primoroso. Gostei muito. Passarei por este cantinho mais vezes, indubitavelmente!
Espero que não se importe, mas irei partilhar no meu blog, atribuindo os devidos créditos e colocando a hiperligação para este seu espaço.
Desejo-lhe um óptimo fim-de-semana.
Obrigada! Abraço.
ResponderEliminarConheci hoje este blog...tão simples...tão cheio de amor...maravilhoso...e este texto então...estou com um nó na garganta...obrigada!
ResponderEliminarVim ter aqui "pela mão" do Paulo Farinha da Farmácia de Serviço. Que texto fabuloso ... a isto é que se chama um murro no estomago. Não tenho filhos, podia ser sua mãe (digo eu). Parabéns pela forma como educa a sua Maria, fossem todas as mães/pais assim e o mundo seria diferente.
ResponderEliminarO coração está acelerado mas fiquei feliz pelas Mães das Marias e pela Marias.
Obrigada por ser o ser lindo que é.
Encontrei o teu blog e fiquei de lágrimas nos olhos. É uma lição mesmo.
ResponderEliminarTexto espectacular
ResponderEliminarJa tinha lido ainda tinha o G na barriga... hoje voltei a ler. Hoje entendo de maneira tão diferente estas palavras... parabéns! É uma mãe maravilhosa, e a Maria teve a atitude que teve pelo exemplo de mãe que é...ah... e obrigada pela partilha ;)
ResponderEliminarGostei muito do seu texto mas diga-me... será que é por não acreditar em Deus que o escreve com letra minúscula?
ResponderEliminarGostei muito do seu texto mas diga-me... será que é por não acreditar em Deus que o escreve com letra minúscula?
ResponderEliminarGostei muito do seu texto, fez me chorar.
ResponderEliminarOs nossos pestinhas tem muito para nos ensinar com a sua simplicidade e com os seus coracoes nobres. Gosto muito do seu blogue
Foi uma amiga que me passou este texto já há alguns meses. Entretanto passei-o a várias pessoas. Quando estou a discutir futilmente com uma das minhas melhores amigas se devemos ou não comprar aquele casaco, uma acaba por dizer "arroz". É uma das mais bonitas e eficazes analogias que tenho na minha vida, e tem-me sido infinitamente útil para ser uma pessoa mais focada nas coisas importantes. E por isso obrigada.
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