sexta-feira, 28 de março de 2014

profissão: doméstica.

há uma guerra no mundo que eu não conhecia: é entre mães que trabalham e mães a tempo inteiro. está por todo o lado.
nunca fez parte dos meus planos ser mãe a tempo inteiro. aconteceu. aconteceu no dia em que eu e ele olhámos para ela e não fomos capazes: tinha 5 meses. nesse dia eu disse ao meu patrão que não ia voltar: ia ser mãe a tempo inteiro. financeiramente ia ser mais difícil para nós, emocionalmente mais fácil. passaram quase 3 anos.
às vezes sinto que tenho de pedir desculpa à minha mãe. ela foi mãe a tempo inteiro. ela estava lá sempre. para nos fazer bolos, desinfectar as feridas, comprar gelados, pentear os nossos cabelos. e eu às vezes tinha vergonha: dizia baixinho quando perguntavam na escola. a minha mãe é doméstica. escrevia em letras pequeninas: doméstica. naqueles dias as mães que ficavam em casa eram domésticas. a mãe da raquel era médica. a da sandra usava saltos altos, era advogada. a minha estava lá sempre: descalça, sentada no pátio a fazer-nos colares de pompons. 
as pessoas dizem que eu devia voltar a trabalhar. que me fazia bem. que tenho de sair de casa, ganhar o meu dinheiro, pensar mais em mim. nunca respondo: desisti de explicar. eu gosto disto. isto de ser mãe a tempo inteiro. isto de ser doméstica. percebo que não é para toda a gente, que para algumas mães pode ser cansativo, frustrante, desmotivador. percebo isso. percebo isso porque às vezes é: cansativo, frustrante, desmotivador. mas a maioria das vezes é bom. é tão bom: estar sempre aqui. fazer-lhes bolos, desinfectar-lhes as feridas, comprar-lhes gelados, pentear-lhes os cabelos.
não o trocava por nada: o prazer de ver um ser humano nascer, crescer: cada descoberta, cada conquista. vi-as todas. eu estive lá sempre. agradeço a sorte que tenho: estes anos com eles, todos os dias, todo o dia. no fim do dia, quando deito a cabeça na almofada sinto-me bem. realizada. também tenho esse direito: de me sentir realizada.
por isso esta guerra que há no mundo eu não percebo: entre mães que trabalham e são sempre acusadas de passar pouco tempo com os filhos e mães que ficam em casa e são sempre subestimadas por quem trabalha. digo-o com orgulho: quando me perguntam digo: sou mãe, estou em casa com os meus filhos. e às vezes ele chega a casa e eles correm à nossa volta e gritam e eu olho para ele e respiro fundo e digo que tivemos um dia difícil:  houve birras, leite entornado, ninguém comeu a sopa, não consegui estender a roupa, ela bateu com a cabeça, não almocei. e depois calo-me. calo-me porque na minha cabeça ele teve um dia pior: porque eu também vi a maria a desenhar uma flor. vi o miguel a acordar da sesta e a esfregar os olhos enquanto sorria. vi-a a dançar de mão dada com ele e a darem gargalhadas muito alto. adormeci-a nos meu braços. ouvi-o dizer balão pela primeira vez. ouvi-a a perguntar-lhe: miguelito gostas de mim? abracei-a quando ela escorregou e bateu com a cabeça. ouvi-a dizer obrigada mamã. calo-me porque fizemos um bolo juntos e comemos uma fatia enquanto ainda estava quente. porque levei-os à janela para verem a chuva e eles estenderam as mãos. eles estavam felizes a sentir a chuva. calo-me porque lhes dei banho, enrolei-os numa toalha e levei-os, um de cada vez, encostados ao meu peito para cima da nossa cama. fiz tudo devagar: tinhamos todo o tempo ali, na nossa casa. calo-me: na minha cabeça ele teve um dia muito pior. na minha cabeça de doméstica. na cabeça de quem gosta disto de ser mãe a tempo inteiro. conto-lhe todas estas coisas e ele sorri: sei que ele gostava de cá estar. sei que ele não aguenta mais de três dias sem trabalhar. não somos iguais.
as mães não são iguais.
e eu admiro-as: as mães que trabalham. as mães que estão longe dos filhos a trabalhar para lhes dar o que eles precisam. o que elas querem conquistar: as que o fazem por eles, por elas. as que perdem momentos: momentos que elas não sabem que perderam. as que saem de casa e deixam os filhos ainda a dormir: as que não os vêem despertar devagarinho. as que comem sanduíches de perú desfiado em frente ao computador enquanto trabalham depressa para sairem mais cedo: as que não fazem o avião todos os dias ao almoço. as que chegam cansadas e têm de fazer tudo depressa: as que não passaram a tarde no parque a subir o escorrega num dia de sol. as que deitam a cabeça na almofada e sentem que passaram naquele dia pouco tempo com seus filhos: eu estive lá sempre. para mim elas são as maiores. digo-o sem problemas: eu tenho dias difíceis. trabalho muito: limpo, aspiro, carrego, passo: mas as mães que têm de trabalhar para mim são as maiores. os pais.
um dia serei uma. o meu coração vai estar pequenino nesse dia.

mãe: outra vez.
fi-lo outra vez: disse que as que mães que trabalham são mais fortes do que nós. mas vês todas as coisas que elas perdem? leste aquilo que dizia que elas têm filhos para os verem a dormir? são as maiores. eu sei que tu me entendes: tu que estavas lá sempre.
e sei que algumas delas também acham que nós, domésticas, somos as maiores.


28 comentários:

  1. Não sei nada dessas guerras, não me interessa. Tem mais a ver com sentimentos recalcados do que com outra coisa, quem vive bem com a situação em que vive, não se vai lembrar de criticar outra pessoa apenas porque escolheu outra forma de viver. Que cada um viva como acha que realmente deve viver !

    Posto isto, e sendo (entre muitas outras coisas não catalogadas) mãe em casa, recuso o estatuto de doméstica. Não é isso que eu sou, quando perguntam qual é a minha profissão respondo que não tenho, depois que algum burocrata resolava em que gaveta me vai colocar.

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  2. Estou sem palavras.... Quando leio os teus textos, vejo as fotos, já muita vezes me perguntei se esta foi uma opção ou se aconteceu assim, já me perguntei como te sentirias por estares com eles 24/7, se não seria demasiado desgastante, se te realizaria. Já tive a resposta :) Que texto lindo! Que forma de ver a vida tão boa

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  3. Lindo..
    Fala uma mãe trabalhadora que está a perder muitas coisas de um filho de 2 anos e meio... mas tem de ser assim. Nem tenho hipotese (financeira) para ser de outra maneira.

    Quando comecei o meu blog o 1º post dos 300 que já estão foi admitir que tinha inveja das "domésticas". Muita inveja..

    Felicidades

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  4. Muito bom, como sempre!
    Digo eu, que seria incapaz de ser Mãe a tempo inteiro, apesar do indiscutível amor que tenho pelo meu Filho (em breve Filhos).
    E também acho que vocês (Mães Domésticas) são as maiores!

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  5. Maravilhoso, mesmo. Uma reflexão que me tem assolado muito nos últimos tempos, apesar do nosso filho já ter três anos. Sou muito mais feliz quando trato de nós mas a pressão de vencer "lá fora" sempre foi muito maior. Espero um dia ter tanta coragem como tu :D

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  6. Que maravilho, caramba!!! Até chorei...
    A minha mãe também foi sempre doméstica. E eu nunca lhe dei o devido valor. Quer dizer, agora dou, apesar de não ser mãe. Mas só agora que sou mais crescida é que percebo todos os sacrifícios que os pais passam!
    Mais uma vez, maravilhoso :)

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  7. Estou nesta situação também! O meu menino faz 3 anos em Novembro e eu estive sempre com ele (trabalhei 3 meses depois da licença só). Agora vai para a escola em Setembro e já me vai aqui uma dor na alma...

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  8. Há 15 anos atrás tinha o Pedro 1,5 anos e estava à espera da Madalena tomei essa decisão... Nunca me arrependi....Mentira, houve dias (em que estavam os quatro às lutas ou qualquer coisa do género ) que tive vontade de voltar a trabalhar, mas passado umas horas (minutos) passava. Houve muitas pessoas que olharam de lado à decisão que tomámos ( porque foi tomada a dois) mas eu nunca olhei de lado as mães que trabalham. Mas também sei que ter tempo para estar com eles é um luxo ir a reuniões na escola, buscar à escola e ao ballet e à natação também.
    Finaceiramente esta decisão não foi fácil e não fazemos muitas coisas porque só o pai é que trabalha, mas eles crescem e dão valor.
    O mais velho tem 17 anos seguindo-se três raparigas de 15,12,e 10 anos e garanto foi a melhor decisão que tomámos , porque se na infância é importante estar presente na adolescencia também...

    Beijinhos e parabéns pelo post

    Rita


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  9. Belo texto. Tb fiquei em casa por opção...

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  10. lembrou-me a minha mãe. parabéns.

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  11. Amei "ler-te". Eu sou das mães que vai trabalhar todos os dias com o coração pequenino. Ah e também sou daquelas que acho que as "mães domésticas" são as maiores. Mesmo!

    Um dia serei uma delas! Um dia... vou ter essa sorte...

    Beijinho!

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  12. Olá. Para já, mãe a tempo inteiro é uma expressão que eu não gosto. Até já escrevi isso no meu blog. No último ano e meio fui mãe a tempo inteiro, mas antes disso não considero que fosse mãe a part. time!! Percebes o que quero dizer? Adiante. Também tive uma mãe sempre em casa e também detestava quando tinha de preencher a profissão da mãe. No meu caso era dona de casa, foi assim que a minha mãe na altura me disse. E eu também achava que ela devia ter uma profissão como a das minhas minhas amigas. E sempre disse que ia trabalhar fora de casa. E muito! E trabalhei. Nasceu o primeiro filho e tive de o deixar com a minha mãe aos 3 meses. Custou imenso, mas consegui gerir as coisas, mas sempre numa loucura de ritmo. Tive dois abortos. Ordens para ficar de repouso. Um despedimento ilícito e 11 meses com o meu filho mais novo em casa. Tive agora uma proposta de regressar a um projecto que me parece interessante e vou voltar a trabalhar fora de casa. Como estou? Angustiada e com o coração pequeno. Apesar de haver dias em que ao final da tarde já só me apetecia fugir :) tive um ano e tal sempre com os meus dois filhos. Acompanhei o bebé com toda a calma e dedicação e o mais velho teve mãe como nunca tinha tido. Sair da escola antes das 5, parque, banhos de imersão demorados, histórias ao final do dia, gelados, férias verdadeiramente grandes no verão passado... Claro que a ideia de voltar a trabalhar fora por um lado me entusiasma, mas por outro sei que tive um grande privilégio durante este último ano e meio e que foi estar perto e viver para e com os meus filhos. Mas na minha área não surgem oportunidades todos os dias e não podia ficar para sempre sem trabalhar fora... Mas tenho imensos receios, e medo de lhes falhar, e de não conseguir... Enfim...

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  13. Criticar o que quer que seja já faz parte do ser humano, infelizmente. Mas nos dias de hoje não podemos falar muito, porque não sabemos quando estaremos em situação oposta à do presente.
    Sempre quis ser mãe, sempre quis trabalhar. Infelizmente, ou felizmente, o destino quis que nos primeiros anos de vida dos meus filhos poucos fossem os dias em que fiquei empregada, tendo tido a possibilidade de ser mãe a tempo inteiro! Mas tenho a sorte de ter um marido que trabalha e ganha o suficiente para que eu possa ficar em casa. Mas também sei que ele adoraria poder partilhar mais destes momentos só nossos, que fica triste quando chega a casa e eles já estão a dormir, que fica triste por saber as novidades apenas porque lhas conto! Que chega a casa à noite e acha que eles cresceram imenso durante o dia...
    Da mesma forma, nada garante que uma mãe a tempo inteiro, não seja forçada a ter de ir trabalhar para conseguir o sustento da sua família, e aí lá se vão todas as teorias de quem é melhor mãe...
    Culpo sim esta sociedade, este governo, estas políticas, que não dão incentivos nenhuns à parentalidade, que não permitem a possibilidade de se poder acompanhar o crescimento dos filhos nos primeiros anos de vida, que não permitem horários de trabalho compatíveis com a escolha de se ser mãe/pai e que ainda por cima penalizam aqueles que optam por isso!
    Mãe a tempo inteiro, mãe trabalhadora, o que interessa é que se dê o melhor pelos filhos e isso penso ser inquestionável para qualquer mãe!
    Beijinhos

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  14. Obrigada por isto.

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  15. Eu percebo-lhe tão bem... apesar de não ser mãe a tempo inteiro. Contudo, tive a sorte de ter um companheiro que é pai (quase) a tempo inteiro.
    Temos uma filha de 27 meses e ainda antes dela nascer ele disse-me que queria ficar a tomar conta dela quando eu fosse trabalhar (não conseguíamos sobreviver só com 1 ordenado). Como ele tem um restaurante que só abre à noite, fica o dia todo com ela, desde os 4 meses (em exclusivo) e eu faço jornada contínua e às 15h, agora às 16h porque estamos nas 40h (acho que em breve nas 35h) estou em casa. Levo 2 minutos a pé para chegar a casa. Posso dar pulos a casa se precisar, raramente é preciso. Ele trata dela como um pai exemplar, gere tudo com ela ao colo, vai às compras com ela no carrinho de passeio. Por volta das 19h, já quando estou a prepará-la para jantar, banho e cama, segue para o trabalho.
    Tenho uma vida quase perfeita. E sinto que a minha filha é das mais sortudas do mundo por ter um pai que abdica de mais e melhor formação profissional, de uma maior aposta na sua carreira para ver crescer a sua filha de perto.
    Cheguei a pensar coloca-la na creche em setembro próximo, mas ele disse logo: Nem pensar! E eu fiquei feliz, feliz por ela continuar em casa, com ele, comigo, connosco.
    Antes de ser mãe eu pensava completamente diferente. Vivia para o trabalho e não compreendia bem essas decisões de se ficar em casa com os filhos. Achava as creches fantásticas, achava normal pais verem filhos ao final do dia. Agora, agora, meu Deus, como mudei.... mudei para o oposto, nitidamente.
    Parabéns pela escolha, parabéns pela coragem, parabéns pela vossa família que é cheia, cheia de sorte de ter um dos pais que tomou a decisão de criar os seus filhos em casa... parabéns, mesmo!!

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  16. Tenho uma menina de quase 2 anos e gostaria de ser eu a escrever este texto...

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  17. Adorei ler este post... identifico-me com as vontades!! são escolhas difíceis... sempre serão!

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  18. Olá. Descobri o teu blog ao acaso e não consegui parar até ler todos os teus posts. A tua dedidcação e entrega a esta profissão a full time que é a de ser mãe inspirou-me de tal forma que me "deprimiu". Ao pé de ti parecemos todas mães menores... Queria só dizer-te que há muito tempo que uma pessoa (que nem se quer conheço) mexia assim comigo. Parabéns pela tua força, personalidade e por esses filhos lindos que são um reflexo gigante de felicidade.

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  19. Fiquei comovida.
    Já fui a mãe que trabalha, já fui a mãe despedida que ficou em casa com os filhos e o coração na mão por ter medo de perder a casa e deixar ed poder alimentar os filhos.
    Já fui a mãe que batalhou e arranjou de novo emprego.
    Agora sou a mãe que trabalha muito para lhes dar o que precisa, mas sou a mãe que quase não os vê e sente que está a perder o crescimento deles...
    Estou comovida.
    Já tinha dito?
    vidademulheraos40.blogspot.com.

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  20. "mas a maioria das vezes é bom. é tão bom: estar sempre aqui. fazer-lhes bolos, desinfectar-lhes as feridas, comprar-lhes gelados, pentear-lhes os cabelos. " é mesmo isto.
    Eu tenho 4 filhos e trabalho em horário reduzido, das 8h30 às 14h30... mas só eu sei o que me custa não conseguir estar lá sempre. Tenho uma situação "previlegiada" segundo muitos... eu queria mais. Só alguns me compreendem... poucos, muito poucos. Tu acho que compreendias... Obrigada pelas tuas partilhas, conheci hoje este blog e estou "agarrada". Há posts que são impossíveis de não comentar :-)

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  21. Li e reli este post..tirei à pouco mais de um mês uma licença sem vencimento e vim para junto das minhas 2 filhas.
    Trabalho mais, mas sinto-me feliz!

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  22. Boa tarde,
    O meu nome é Elisabete Ribeiro e faço parte da equipa de redacção do programa da tarde da TVI. Estamos a preparar uma temática relacionada com donas-de-casa. Será que pode entrar em contacto comigo? Deixo-lhe o meu email: eribeiro@atardeesua.com.pt
    Os melhores cumprimentos e votos de uma excelente semana

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  23. Foi a primeira vez que passei por este Jardim Interior que aos meus olhos se revelou maravilhoso! Não consigo escrever muito mais pois tudo foi dito e...as emoções ficam a querer desabrochar, com algum "descontrolo saudável de quem limpa a casinha". Preciso terminar, sim, mas soltando o meu muito obrigada, do fundo do meu coração!!!!

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  24. Lindo
    É verdade todas nós petdemos algo do crescinento dos mossis filhos, mas é assim a vida
    Felicidades ������

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  25. Lindo
    É verdade todas nós petdemos algo do crescinento dos mossis filhos, mas é assim a vida
    Felicidades ������

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  26. O meu filho perguntou-me muitas vezes porque eu não trabalhava, porque na escola sentia-se envergonhado tal como tu te sentias, cada vez que ele dizia que a mãe era domestica era questionado tanto pelos colegas como pelos professores. Tbm sou mãe a tempo inteiro, tem de se abdicar de muita coisa, mas os sorrisos dos nossos filhos valem tudo. Adoro o teu blog e tenho uma grande admiração por ti, pelos momentos menos bons que tens passado e tens superado sempre com boa disposição. beijinhos.

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  27. Apaixonada pelas suas palavras!
    Sou mãe da Maria Vitória, tem quase 5 meses e também decidimos que não vou voltar a trabalhar tão cedo.
    Reclamo todos os dias com a vida das lides da casa, mas nunca me canso de olhar para a minha filha e vê -la crescer, a conseguir as suas conquistas diárias!
    Muito criticada, mas também já deixei de tentar explicar!
    Obrigada pela companhia ��

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