quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

a mãe que eu sou.

não sei que tipo de mãe sou eu.
há dias que são dias normais. há dias em que tudo o que faço me fazem duvidar daquilo que estou para aqui a fazer. nos dias que são dias normais, em que eles acordam e comem e brincam e depois dormem eu às vezes sento-me: sento-me e vejo aquela reportagem sobre mães que têm filhos que não fazem o que elas querem, sento-me e leio aquela revista que diz que os filhos não devem dormir na cama dos pais e a outra que diz que as birras são saudáveis. sento-me e navego pela internet e leio as 7 atitudes dos pais que vão impedir que os filhos se tornem líderes. as 5 que vão fazer com que eles se tornem fedelhos. as 10 que os vão tornar em vítimas de bullying. no dia seguinte eles acordam e comem e brincam e depois dormem. e durante esse tempo todo eu tenho todas essas coisas que li a rodarem na minha cabeça. e a maria cai, chora e eu vou a correr: socorri-a demasiado depressa: ela nunca será uma líder. e enquanto eu lavo os dentes o miguel consegue abrir a torneira do bidé e eu bato palminhas efusivamente. falhei novamente: um elogio e ele nem sequer fez nada de especial. agora vai ser insolente porque não sei trabalhar a auto-estima dele. e a torneira era só levantar, nem sequer era preciso rodá-la. depois eles almoçam e eu deixo-os comer com a mão e brincar e fingir que os bróculos são árvores. e nem sequer como com eles: deixo-os à minha frente a ver o kipper, o cão enquanto emparelho as meias e me culpo por ser uma péssima péssima mãe: ainda ontem li que nada disto se fazia.  para piorar a maria não comeu os bróculos e eu não a obriguei: disse só come uma vez. e depois disse 'tá bem não comas pronto: não insisti, não levei a minha avante, não lhe mostrei quem manda aqui: ela vai-se tornar numa fedelha e lá se foi a minha autoridade. e penso nisto tudo enquanto de joelhos apanho os restos de tomate que o miguel cuspiu para o chão.
depois eles brincam com legos, panelas pequeninas e tupperwares que levaram da cozinha sem a minha permissão e eu fico ali a comer os bróculos frios da maria e um bocadinho de massa que o miguel deixou enquanto faço uma lista mental com a loiça que tenho para lavar, as fraldas para trocar, estender a roupa e fazer as camas. e depois vou fazendo tudo enquanto os espreito de 2 em 2 minutos. e o miguel puxa o cabelo à maria: e eu digo que ele é pequenino e não sabe a força que tem. e o miguel tira as panelas à maria: deixa-o estar só um bocadinho para ele não chorar enquanto a mamã lava a loiça. e ela lá fica sentada a olhar para ele: e depois eu que ainda estava a pensar que a devia ter obrigado a comer os bróculos lembro-me que acabei de quebrar duas regras fundamentais de uma lista qualquer que li e agora a maria vai ser vítima de bullying só porque eu queria acabar de lavar os pratos.
ao fim de um desses dias em que eu estou sempre a falhar as regras todas que decorei na véspera começo outra vez a ficar preocupada: estamos a chegar ao fim do dia e mais uma vez a maria não fez uma birra. com o miguel estou tranquila porque chorou para sair do banho e até esperneou um bocadinho e depois ainda se atirou ao chão quando eu não o deixei brincar com o piaçaba. agora ela nada. passam-se meses e não faz uma birra. quase 3 anos e nunca esperneou, nem se atirou ao chão do pingo doce quando lhe digo que não lhe dou bolachas maria com a cara da hello kitty. começo a ficar preocupada se a mimo demais. ainda ontem li que fazer birras é sinal de inteligência e ela nada. continua ali calma e tranquila a brincar como se nada fosse. esta semana não conseguia enfiar o cabelo na cabeça da pinypon e eu achei que ia ficar frustrada e fazer uma birra: atirou com a boneca ao chão, meteu as mãos à cintura e foi para o quarto. quando lá fui disse que estava chateada. perguntou se a ajudava. não gritou, nem chorou durante meia hora. fiquei frustrada.
e chega à noite e eu só dei banho a um porque me dói muito as costas. lá se foi a importância da rotina e agora eles vão ser crianças com problemas de aprendizagem. já devia saber, estou fartinha de ler sobre isso. depois fui à casa-de-banho e foram todos atrás de mim: vesti o pijama, lavei os dentes, contei os meus cabelos brancos outra vez. ele molhou o chão todo, ela fez uma torre de papel higiénico. o miguel chorou porque não queria largar o bidé: eu dei-lhe dois chocapics para ele vir para a sala. chocolate a uma criança de 15 meses: vai ser obeso. já passava da hora de dormir: ele adormeceu ao meu colo enquanto a maria via a cinderela. televisão antes de dormir, bolas! vou deitá-lo na cama e só depois a ela, que já tem 2 anos e mais de meio e ainda adormece ao meu colo enquanto canto e lhe passo a mão nos cabelos. tudo errado.
e depois lá fico eu: sozinha na sala que tem o chão cheio de brinquedos que eu não os obriguei a arrumar logo a seguir a os terem usado. é nessa altura que me sento no sofá a pensar em todas as coisas que ficaram por fazer e nas regras que não consegui cumprir: mando-lhe uma mensagem. digo-lhe que venha depressa que eu não consigo fazer isto sozinha. que faço tudo mal. choro porque falhei e eles vão-se tornar em adultos falhados por minha causa, choro porque estou cansada.
o dia seguinte é um dia normal. na véspera não enchi a minha cabeça de dicas para ser a mãe perfeita que não vou nunca conseguir ser. mas nesse dia lembro-me que não a obrigo a comer bróculos porque um dia gritei com ela para os comer e jurei que nunca mais gritava com a minha filha: lembro-me que nesse dia chorámos as duas porque eu disse come! e eu lhe pedi desculpa e prometi que não gritava mais. e nesse dia o miguel não chora para sair do banho porque o deixo ficar mais tempo, sem pressas para cumprir horários. lembro-me que não a mandei arrumar os brinquedos porque quando cheguei à sala e lhe perguntei o que estava a fazer ela disse: estou a ajudar-te mamã: ela estava a varrer com uma vassoura mais alta do que ela. ela não limpou nada, mas estava a ajudar-me. e passa o dia e o miguel não puxa o cabelo à maria. e ela chora um bocadinho porque não gosta de secar o cabelo e eu digo-lhe: maria não faças birras.
nesse dia ela come o esparregado. ele não come chocapic. eu não me culpo de nada: escolho os meus desafios. à noite deito-me. leio: que tipo de mãe é você? olho para eles: dormem os dois encostados a mim: na minha cama. devia estar cada um na sua cama: li isso em algum lado.
fecho a revista e aninho-me a eles.
e é ali, quentinha, no meio dos meus filhos que penso: devo ser uma péssima, péssima mãe.

40 comentários:

  1. Tão, mas tão bom que nem consigo expressar. Eu também devo ser uma péssima mãe perto de todos esses estudos e mães perfeitas, mas tenho uns filhos que me enchem de orgulho e dos quais nunca me envergonhei. Teoria a mais e prática a menos é o que têm muitos dos autores dos estudos. Ser mãe é acertar e errar, é ceder e saber quando não ceder. Nós é que nos definimos como mães e não os outros.
    Obrigada por teres escrito um texto como este, porque às vezes tenho as mesmas questões, mas depois deito-me e durmo tranquila porque estou a fazer o que posso, o que sei e o que acho correcto. (só uma achega: o meu mais velho dormiu comigo até aos 2 anos e a minha pequenita tem 18 meses e também dorme comigo. Hoje ele tem 6 anos e à sexta-feira expulsamos o pai da cama e ele dorme comigo e com a irmã. Tão bom. Sim, péssimo exemplo, péssima mãe, eu sei.)

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  2. Ora nem mais...sem tirar nem por...Obrigada pelo retrato fiel! Um abraço deste lado e um muito obrigada...outra vez!

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  3. Menina, tu es uma excelente mãe. Fazes milagres com eles todos os dias. Hoje em dia há teorias para tudo. Não lhes posso tirar o devido valor, são estudos que se fazem e que devem e podem servir como linhas orientadoras a serem adaptadas a cada caso, não podem ser vistas assim. Tu das à Maria e ao Miguel o que uma mãe pode dar de melhor, AMOR e esforço todos os dias para fazer com que eles tenham uma infância feliz, lê-se tudo isto nas entrelinhas de cada um dos teus posts. Não há mães perfeitas, também já deves ter lido isso numa qualquer revista :) e para todas essas teorias que enumeraste e que te fazem sentir culpada sabes que existem outras tantas que dizem precisamente o contrario tens o exemplo do Carlos Gonzalez em Bechame mucho, tens quem defenda a amamentação e a amamentado em tandem como bem sabes já falaste aqui num post, ainda que a maior parte das pessoas que consultaste te disse o contrário. Como diria o principezinho "escuta o teu coração". Este foi dos melhores textos que li aqui, pois desta vez não retrata uma super mulher que eu sei que és, desta vez retrata uma super mulher que afinal também é humana e eu egoístamente falando, sinto me bem melhor :). Obrigada pela partilha, sempre!

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  4. Que texto doce que nos deixa com um sorriso nos lábios. Também tenho uma menina de três (que por acaso também se chama Maria) e um bebé de seis meses e gosto tanto de ler os seus textos. Porque o que importa mesmo mesmo para uma criança é o que encontro em tudo o que leio neste blogue: o Amor. Felicidades!!

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  5. Uma "péssima" mãe que escreve de uma forma deliciosa, e, que retratou fielmente os meus dias e os meus pensamentos sem tirar nem pôr...
    Obrigada por isso!

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  6. Como conseguiste escrever o que me vai na alma TODOS os dias!
    Os pormenores não são iguais: nem sempre adormeço com elas como tu, às vezes faço finca pé numas coisas, noutras deixo andar... mas de resto, tudo semelhante. A sermos bombardeadas com regras a aplicar à linha de enchimento da fábrica de produção de crianças... mas sabes, gosto mesmo de fazer coisas à mão, personalizadas...
    As regras importantes são aquelas que criam crianças felizes.
    Amei!

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  7. Adoro ler o que escreve, quer me identifique ou não! Neste caso identifico-me em algumas coisas.....pois faço o mesmo! Sou muito rigorosa e metódica e assim que o Baby Boy nasceu comecei a estipular um conjunto de coisas que nunca me poderia esquecer! Sou mãe há pouquíssimo tempo (19 meses) e começo a questionar-me se estas "teorias" todas que lemos e ouvimos são as corretas. Estou a descobrir lentamente que não há teorias. Há bom senso dos pais e muito amor para dar! Criança feliz e saudável é o que quero para o meu filho. Não é fácil. Fácil é seguir uma teoria, onde temos tudo explicado, com resultados e conclusões.
    E agora para terminar, claro que não é uma péssima mãe, porque se fosse, não estava preocupada se o que está a fazer é certo ou errado :)
    Beijinhos

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  8. Lindo... Tudo se resume a uma única palavra que não se ensina nos livros... amor.

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  9. ma-ra-vi-lho-so.
    De que servem as teorias se na prática só nós, mães é que sabemos?!
    <3

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  10. É uma boa mãe, como foram as nossas mães sem grandes teorias e a fazer o que achavam melhor. :)

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  11. E ao ler isto cai-me uma lágrima :) por sentir que apesar de não sermos perfeitas nem respeitarmos as regras que alguém (que obviamente não tem filhos) fez, no final do dia penso no seus sorrisos me indicam que é feliz! E nada mais importa!

    Obrigada!

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  12. Adorei. E identifico-me com cada palavra que escreveu. Eu também sou uma péssima mãe.

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  13. Fantástico texto! Amei e junto-me a esse clube, as que não sabem muito bem a que "tipo" pertencem. Vou partilhar, sim?
    Cláudia S.

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  14. Uma Mãe com M grande, com filhos amorosos, inteligentes e saudáveis.

    Gosto tanto de te ler...

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  15. anda a ler coisas demais , em sítios duvidosos ?
    dê aqui uma vista de olhos http://www.eueleeamaria.blogspot.pt/
    lol ,
    ps. as ma~es dos políticos não souberam educar os filhos , veja como eles são mentirosos

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  16. Ainda agora aqui cheguei e já estou fã do blog! Parabéns! Adoro a tua escrita

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  17. por tudo isto que escreves, de certeza que és uma ótima mãe. nunca duvides.

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  18. Amá-los acima de tudo. Fazê-los saber a imensidão que ocupam todos os dias no nosso mundo.
    Que texto maravilhoso. Só pode vir de uma mãe maravilhosa.

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  19. Então, eu também sou uma Mãe terrível e antes de mim os meus Pais também foram. Parabéns pelo post, é uma delicia!

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  20. Tão bom! É mesmo isto :)

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  21. No final da corrida pouco importa quem ganhou... Mas sim, como a corrida foi percorrida.
    Estas sao as melhores herancas que alguma mae pode deixar aos seus filhos.
    Por isso, desejo-lhe uma boa continuacao da "corrida" :-) e todas as felicidades!

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  22. Um post maravilhoso que retrata a vida real de tantas mães. Hoje em dia somos bombardeados com tanta informação que às tantas esquecemo-nos de dar atenção ao que realmente importa. Também eu li imenso sobre certos assuntos, principalmente aqueles em que não sabia muito bem como agir. Mas no fim acabei sempre por fazer o que me dizia o coração. É realmente uma questão de bom senso.

    Muitas felicidades e obrigada, muito obrigada por este post.
    Anabela

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  23. Mãe que segue o que o instinto lhe diz nunca será má mãe!

    Além disso, líderes ou não, o que nós queremos mesmo é que os nossos filhos sejam felizes. E se isso significa socorrê-los demasiado depressa ou não os obrigar a comer os bróculos... que seja!

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  24. Que nunca vos/lhes falte esse amor!

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  25. Que texto mais doce! Se a conforta de alguma forma: eu também sou uma péssima mãe, a caminho do segundo filho. E adoro-os, aos dois, mesmo que um ainda nas 22 semanas de gestação. E tenho exactamente as mesmas preocupações. E falho da mesma forma!!! E tantas, tantas vezes! E a minha filha também não faz nem nunca fez birras. Felicidades!!!

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  26. Fantastico!!! pois eu acho que você é realmente uma mae MARAVILHOSA que conseguiu fazer tudo CORRECTO mesmo apesar dos péssimos conselhos que anda a ler, isso é que é incrível!!!! Mas que raio de aconselhamentos... O que segue, a filosofia mais institintiva (no fundo foi isso...) que no fundo segue, é a mais natural possível... a mais "normal", a do coração, e de resto a chamda filosofia de Positive Parenting... ou Parentalidade com Apego... sim, essa é efectivamente uma corrente (confesso, também a minha pois nao fazia sentido de outra forma). Deixo-lhe literatura Positiva que realmente vale a pena ler e verá, que tal como você Mãe, outras tantas mães desconfiaram altamente destes "conselhos" sadicos que adoram ver as crianças infelizes...

    Deixo-lhe links e leituras que preconizam exactamente o que está a fazer (para que nao se sinta mal, bolas!! pois isso faz-me impressao, sentir-se mal por estar sinceramente a ler os artigos errados)...

    http://www.fnac.pt/Besame-Mucho-CARLOS-GONZALEZ/a176854
    http://www.casadellibro.com/libro-dormir-sin-lagrimas-dejarle-llorar-no-es-la-solucion/9788497346474/1141288
    http://www.ahaparenting.com/
    http://www.crianzanatural.com/art/ixg2.html
    http://www.askdrsears.com/

    http://parentalidadecomapego.blogspot.pt/
    http://positiveparenting.com/



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  27. Adorei o texto. É tão assim!
    Beijinhos

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  28. Fiquei tão emocionada. Lindas palavras, linda Mãe!

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  29. É por isto que não leio nada sobre a maternidade. Quero lá saber se não podem dormir connosco, estou-me nas tintas. Quero que sejam felizes e eu hei-de ama~los muito. Claro que tenho regras mas essas tb se "dobram" de vez em quando ;)
    O mais importante é saberem que os amo e vou amar sempre mesmo que precise de lhes puxar as orelhas mas claro que no sentido figurado que o máximo que faço é sacudir as moscas, mas choram à mesma pois sabem que fico triste.
    Educaram-me assim assim com amor e posso dizer que como brócolos, respeito o próximo e apesar de não ser uma líder não me considero propriamente burra ;)
    Está no bom caminho.
    Beijinhos e obrigada por ser sincera, era tão mais fácil não o ser.

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  30. obrigada por este texto.
    ontem ao jantar fugi a chorar para a casa de banho porque dei um grito e uma palmada nao maozinha da minha filhota de dois anos (como a sua!) porque ela nao parava de atirar os talheres ao chao e nao comia o peixe e eu me enervei!! la se vai a paciencia e todas as regras de nos somos adultos e temos de nos controlar e ter paciencia, etc. etc. e' verdade mas tambem sou humana, tambem me canso e fico com muito medo de estar a fazer tudo mal aqui tambem num pais diferente, longe da familia, dos amigos, de tudo o que nos e' familiar...
    por isso, ao contrario de si, eu ligo demasiado ao que leio pois as vezes nao tenho ninguem que me guie, e vou para a cama a pensar que nao devia ler tanto, que devia ser mais livre e mais espontanea e que devia trabalhar menos para nao estar tao cansada quando chego todos os dias a casa para ter mais paciencia, para brincar mais com ela, que devia confiar mais em mim e mais nela porque ela ja me ensinou tantas coisas, que devia ser menos dura... enfim... penso sempre que sou uma pessima mae! tao diferente da minha propria mae! e adormeco todos os dias assim, desde que ela nasceu.... e tambem choro, muitas vezes, sozinha na casa de banho as escuras...
    olhe, desculpe esta frontalidade assim aqui no comentario (ate me caem as lagrimas) mas foi bom ler o seu texto e saber que ha mais maes por ai que sentem o mesmo...

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  31. E eu também sou péssima mãe, porque li este post enquanto a minha filha mama. Errado, porque também li que este devia ser um momento único, de nós as duas. Que ela não devia fazer da mama chucha e eu estou na internet para não me deixar dormir.
    Tenho um filho com 3 anos e meio e uma filha com 3 semanas e em apenas tão poucos dias de vida dela, já fiz tanta coisa mal. Ralhei com o mais velho porque esborracha a mana, porque chama a nossa atenção e arma-se em totó, dei já litros de aero om à bebé para não a ouvir chorar, etc, etc, etc...
    por tudo isto e muito mais, acredito que eu, tal como tu, somos o retrato das mães reais. Pois revi-me em cada frase que li deste teu post, e aposto que muitas mais que por aqui passem vão compreender tão bem, a péssima mãe que és...

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  32. Muito bom mesmo
    Posso roubar?

    Cipreste

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    1. com certeza, obrigada.

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    2. done ;) não "roubei" propriamente, encaminhei, porque acho que deve ser lido aqui
      obrigada

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  33. Uma péssima mãe como eu gostava de ser todos os dias... nem sempre tenho a cabeça tão limpa para conseguir ser assim... Os seus filhos são certamente muito felizes, uma mãe nada mais pode desejar do que a alegria dos filhos! Um beijinho e muitas felicidades.

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  34. Vamos todas ser péssimas, PÉÉÉÉÉÉSSIMAS mães...

    (e como te disse na mensagem é por estes posts que me sinto muito melhor por não seguir as trinta mil dicas que existem por aí e... por não me sentir mal com isso!)

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