segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

a mimada.

sempre me perguntei que tipo de mãe seria. hoje sei que sou a mãe mimada. eu sou o tipo de mãe que tem muita coisa para fazer, mas tem sempre tempo para brincar. mesmo quando ela está entretida com os seus brinquedos e não me liga nenhuma. fico lá ao lado, só a ver. eu sou o tipo de mãe que pára tudo para pegar nela e lhe dar beijinhos, só porque me apetece. tenho dores nas costas e nos braços, mas passo o tempo todo com ela ao colo. durmo torta e encolhida, mas se não a tiver ao pé de mim não durmo sequer. ela dorme na nossa cama. e sim, é um mau hábito: mas sabe tão bem. aos 3, devo dizer - porque o pai também é mimado.
tenho sempre alguma coisa a dizer: sobre o que ela gosta, como devem pegar, o que devem dizer. sou assim e não há nada a fazer: passei todos os dias desde que ela nasceu colada a ela. algumas pessoas dizem que não é saudável. que devia sair com as amigas. que devia deixá-la com outras pessoas. essas pessoas não percebem que simplesmente não me apetece. não me apetece! quero ficar aqui a curtir a filha. a vê-la descobrir os dedinhos, a vê-la palrar coisas novas, a olhar para ela enquanto dorme. porque quereria eu fazer outra coisa se já estou a fazer aquilo que mais gosto na vida? as coisas não vão ser sempre assim. eu não vou poder estar sempre com ela por isso deixem-me aproveitar cada momentinho. ela agora é os meus jantares com as amigas, as minhas caipirinhas no bairro alto, as minhas noitadas de cinema, as minhas tardes às compras. e vai ser assim até me apetecer. o que é que eu posso fazer? ela é a minha pessoa preferida. 

 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

o primeiro carnaval da maria.

a minha relação com o carnaval foi sempre de amor-ódio. houve anos em que divertia muito e o carnaval era o meu feriado preferido de todos os tempos e outros em que simplesmente fazia por esquecer que ele existia. este ano foi assim. mas depois vi meninos e meninas mascarados. e pensei no álbum de primeiro ano da maria: com as fotos do primeiro natal, as da primeira papa, a primeira passagem de ano, a primeira ida à praia e uma grande página em branco: a página do carnaval. por isso ontem, decidida a tirar uma fotos, fui a correr ao chinês aqui da esquina.
e comprei-lhe umas asas.
e este carnaval foi um daqueles que adorei. e ela também, a maria-borboleta.





terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

happy feet

estou apaixonada por estes pezinhos.
e acredito que um dia vou gostar de recordar como eram tão pequeninos.
desde que a maria nasceu que todos os meses são celebrados com um pezinho colorido. este natal a família também levou toda com os pés. este quadro fizemos para a tia.





o quadro da tia Sil




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

a queda.

antes da maria nascer ouvi centenas de conselhos. opiniões de mães, de avós, amigas, tias, primas, vizinhas. até de pessoas que passavam na rua e tinham alguma coisa a dizer. eu não pedi metade delas mas ouvi-as. e agradeci-as. pois que nenhuma destas pessoas me soube alertar para as coisas menos boas que nos acontecem depois que somos mães. até o aumento de peso é desvalorizado. "deixa lá, depois perdes isso num instante." e eu nunca me preocupei com nada do que estava para vir que não fosse relacionado com a saúde, a comodidade e a segurança da maria. as mães, mesmo as que ainda não pariram, são assim. mas de todos os que me deram conselhos não houve ninguém que me tivesse dito "cuidado que te vai acontecer isto". "previne-te para não passares por isso". "olha que isto pode acontecer, mentaliza-te". e mesmo que me tivessem dito eu provavelmente não ia acreditar. até porque as mulheres ficam sempre lindas depois de serem mães. a maternidade fica-nos tão bem.
mas ainda assim, eu gostava que me tivessem dito que havia a possibilidade de o meu cabelo cair todo. e foi o que aconteceu. praticamente vá. sobraram alguns para contar a história. mas ver o nosso cabelo a cair não é fácil. e muito menos numa altura em que todas as nossas hormonas estão confusas. em que o nosso corpo está diferente. em que temos que dedicar toda a nossa atenção ao nosso bebé.
e depois as mulheres são más mães porque têm depressão pós-parto. vão-se abaixo porque são vaidosas. fúteis. têm um bebé com saúde e é o que interessa. e é, é mesmo. mas nós, mães, mulheres, também interessamos. e temos que ter auto-estima. temos que estar felizes para criarmos filhos felizes.

o meu cabelo começou a cair por volta do 3º mês pós-parto. perdi mais de metade. chorei muitas vezes por isso. cortei 3 palmos. e ele caía. apanhava os cabelos do chão e amontoava-os para ver quantos eram. eram sempre muitos. felizmente tive todo o apoio que podia pedir. ele olhava para mim e dizia "não sejas parva, não estás careca."  e dermatologistas. e depois chegou uma altura em que tive de decidir: deixar de amamentar e travar a queda ou deixar as coisas seguirem: usar um champô especial e esperar pelo melhor. decidi esperar pelo melhor.
hoje a maria tem 9 meses. ainda mama. e o cabelo foi caindo.
mas também foi crescendo.
e hoje eu venho avisar as futuras mães que há a hipótese de virem a sofrer de um assustadora queda de cabelo. e que não faz mal chorarem por isso. ou deixarem de amamentar por isso. e confiem no tempo: ele volta a crescer. o meu já está a crescer. e as pessoas ainda olham para mim na rua, mas agora não é porque eu estou quase careca: é porque tenho cabelinhos espetados que exibo com muito orgulho.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

as rendas da avó maria.

sempre tive pena de ver os famosos naprons que a minha avó fez enfiados numa gaveta. escondidos porque já não se usam. esquecidos. por isso quando vi esta ideia no site da martha stewart decidi experimentar. só têm de os coser uns aos outros.
e não é que fica mesmo giro? e agora sempre que olho para eles lembro-me da minha avó. e lembro-me de lhe ligar mais vezes. porque às vezes os dias passam por nós a correr e passam-se meses. mas para ela que está lá tão longe e tão sozinha os dias devem passar tão devagar que parecem anos.





sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

isto é piegas.

eu e o meu namorado nunca comemorámos o dia dos namorados. por várias razões mas principalmente porque, como ele é chef e eu era empregada de mesa, o 14 de fevereiro era aquele dia do ano em que o restaurante enchia duas vezes e os casais se atropelavam uns aos outros para conseguirem a melhor mesa. acho que isso também contribuiu para que nenhum de nós gostasse particularmente da data.
mas estes últimos meses foram dedicados à maria. o romance ficou um bocadinho de lado e de namorados passámos essencialmente a pais. acho que com o tempo vamos aprender a equilibrar as coisas, mas por tudo isto este ano decidi que lhe devia dar alguma coisa. os homens às vezes podem ficar um bocadinho ciumentos quando passamos a concentrar quase toda a nossa atenção nos filhos. totalmente normal. e depois dizem coisa como: agora já não gostas de mim, só gostas da maria. sim, é o que ele diz. quando me pede para me deitar com ele no sofá e eu lhe digo que não posso, que vou fazer a sopa à maria. que vou fazer tudo aquilo que não consigo fazer quando ela está acordada. é nessa altura que ele diz isso com voz de menino mimado.
e por isso fiz-lhe isto, para o lembrar que gosto dele sim e por várias razões. 100 razões. (queria fazer 365, mas sou mãe de uma menina muito activa).
podem escrever tudo, do mais profundo ao mais insignificante. as pequenas coisas.
100 razões porque te adoro.
e têm sempre a variante 100 razões porque devias namorar comigo. para passarem o 14 de fevereiro muito felizes, num restaurante muito cheio.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

chocolate crinkle cookies.

encontrei esta receita numa revista de culinária inglesa e as bolachas são di-vi-nais. fiquei apaixonada, principalmente porque nenhuma fornada saíu mal- e isso normalmente acontece por aqui.

a receita é simples:
misturar 175 g de chocolate com 4 colheres de sopa de margarina e derreter em banho maria. enquanto arrefece misturam 150g de açúcar com 2 ovos até ficar um creme branco. juntam o chocolate derretido e acrescentam 175g de farinha, meia colher de chá de fermento e meia colher de chá de sal fino. deixem a massa no frigorífico pelo menos 2 horas- eu deixei a noite toda. depois façam bolas e passem em açúcar em pó. achatem-nas ligeiramente com a mão ou a base de um copo. vai ao forno, num tabuleiro com papel vegetal, a 140 graus entre 11 a 14 minutos. quando saem do forno estão moles em cima, deixem arrefecer por 5 minutos antes de as tirarem da forma.


a receita diz que dá para 20. a minha deu para 27. já só tenho duas.

9.

a maria diz mamã e papá e olá. mamã sai perfeitinho.
tem dois dentes novos em cima. os da frente. vai ficar gira.
consegue gatinhar. mas só para trás.
só adormece se estiver a arranhar alguma coisa.
atira beijinhos e diz adeus.
continua a não usar chucha. eu continuo a insistir.
é uma menina muito tranquila, simpática. adoro ficar a olhar para ela.
parece que a cada minuto tem uma expressão nova, aprende uma coisa nova.
yap, eu adoro isto. i'm such a mommy.




eu não acredito em deus.
mas todos os dias lhe agradeço.

maria, 9 meses.
este blogue mudou.
eu preciso de um espaço novo. com aquilo que me inspira, me deixa feliz. por isso mudar faz sentido, porque eu também mudei. e o que é bom pode ser partilhado para inspirar os outros.
e a nossa vida a 3 tem sido boa. muito boa.


depois dos recados, dos desenhos e de mensagens de amor, depois da contagem decrescente das semanas durante a gravidez, agora somos 3. é esta a nossa mensagem. porque às vezes ainda nem nós acreditamos que já somos 3.